Passos básicos ajudam você a esquecer um amor

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Superar o fim de um romance, principalmente se a decisão pelo término não foi sua, não é tarefa das mais fáceis. E em muitos casos, quanto mais você quer apagar alguém da cabeça, mais a lembrança dos momentos vividos insiste em perturbar. Isso acontece, em parte, porque a pessoa toma atitudes equivocadas.

Vale a pena aproveitar esse processo para olhar para si. É hora de se conhecer melhor, reconhecer defeitos e qualidades, buscar melhoras, descobrir ou redescobrir do que gosta ou não gosta e valorizar-se. E, quando for pertinente, reflita sobre o término e, quem sabe, aprenda com tudo o que aconteceu.

1. Não tente curar a falta de alguém com uma nova paixão

A velha máxima “um coração partido só se cura com outro amor” nem sempre funciona. O ideal é superar o término de um relacionamento sozinho, buscando refletir sobre o fim. “Ao desejar começar um novo relacionamento, é importante que o término tenha sido superado, para se entregar por inteiro. Investir tempo em atividades variadas, com amigos e em cuidar de si é que contribui para a superação. “Se nesse processo de cura aparecer um outro amor, tudo acontece mais rápido, sem dúvida. Mas essa não é a condição para esquecer alguém”. A psicóloga Angélica Amigo conta que pessoas que não sabem ficar sozinhas dificilmente preenchem o coração com outras coisas. A única maneira que conhecem para ser felizes é se apoiar em alguém. E isso não é positivo, porque não se pode jogar nas costas do outro as responsabilidades que ser feliz implica. A relação fica pesada demais”.

2. Não se transforme em “stalker”

Procurar notícias do “ex” através de amigos em comum ou ficar controlando seus passos nas redes sociais são formas de paralisar a própria vida. Se acabou a relação, olhe para frente e invista no novo.  É um padrão de comportamento muito comum romper um relacionamento e continuar a se sentir no controle dele. Se transformar em “stalker” seria uma maneira destrutiva de dar continuidade à relação. Ao bisbilhotar a rotina alheia, deixamos a própria vida em suspenso, de escanteio. Aí nunca esquece mesmo, porque a pessoa age como se ainda tivesse algo com o outro.

3. Pare de alimentar a culpa pelo fim

A raiva e a frustração de ver os planos amorosos ruírem podem levar a uma visão distorcida dos acontecimentos. Não é raro assumir o papel de vítima para chamar a atenção, para transformar o outro em vilão ou por puro comodismo. De acordo com a psicóloga Regiane Machado, é bom ter cuidado para não se culpar excessivamente nem assumir a responsabilidade plena pelo fim da relação, afinal, um relacionamento é construído por duas pessoas que têm defeitos e qualidades. O comportamento contrário também é prejudicial. Jogar a culpa no outro piora a situação. Se a pessoa não toma ciência dos próprios problemas e da sua parcela de culpa e responsabilidade no término, não consegue se desvencilhar do passado.

4. Não se obrigue a ter novos interesses imediatos

“Você precisa se distrair”, dizem mãe, pai, irmã, amigos e até o chefe. Porém, nem sempre procurar alternativas de lazer ou fazer uma transformação radical mudar o guarda-roupa ou o corte de cabelo, por exemplo são boas soluções, justamente porque têm caráter impulsivo. Novos interesses são sempre bem-vindos, mas apenas se a pessoa estiver realmente a fim de investir sua energia em coisas novas. Todo final de relação amorosa inclui um pequeno período de luto, e isso tem de ser elaborado devagar. É preciso pensar sobre o assunto e avaliar o que realmente gosta, para depois ir beber de outras fontes, isso não significa, porém, se isolar. É preciso sair, sim, relacionar-se com outras pessoas e, principalmente, não deixar de se cuidar.

5. Passe um tempo sem rever a pessoa

Se não houver filhos, é bom cortar o contato com a pessoa, para que ela vá se tornando menos presente em sua vida. Certamente, quanto maior for o afastamento, maiores as chances de se superar a perda. Deixar de ouvir a voz ou ver o ‘ex’ ou a ‘ex’ vai fazendo com que a presença ‘mental’ da pessoa também perca a intensidade, que muita gente coloca o controle no lugar do afeto. A pessoa nem está mais tão apaixonada, mas provoca encontros aparentemente casuais, busca notícias, julga novos companheiros. Ao fazer isso, a vida não evolui, e o relacionamento que não existe mais permanece pairando nos pensamentos.

6. Não alimente as lembranças

Pare de alimentar lembranças em especial, as felizes. Para superar uma perda, é fundamental não ficar curtindo a tristeza isolado, fechado em seu próprio mundo, lamentando-se ou lembrando das coisas que eram boas e foram perdidas. Isso tudo, é claro, sem deixar de lado a necessidade de se rever, de ficar só por um tempo para entrar em contato consigo e com seus desejos mais profundos. É importante refletir sobre o que não era bom na relação e pensar friamente sobre os motivos que conduziram o casal ao rompimento. O que verdadeiramente provocou a separação deve ser olhado e entendido e servir de lição para relacionamentos futuros ou para ajudar a aceitar que o fim era mesmo a melhor alternativa.

7. Não finja sentir aquilo que não sente

Fazer de conta que não está se importando com o rumo que os acontecimentos tomaram, quando internamente se sente em pedaços, é uma atitude que não contribui em nada. Mesmo que as pessoas acreditem em você, na sua firmeza, por dentro, o sofrimento só aumenta. Colocá-lo para fora ajuda a esquecer, assim como desabafar com os mais próximos. Isso tudo faz parte do processo do luto. Elabore primeiro a perda, reveja alguns conceitos sobre o que é estar com alguém e, a partir daí, você conseguirá se reinventar.

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